Sou mãe e sou catequista. Nunca pensei muito na missão de ser mãe. Na verdade ela veio mais como um susto do que como uma missão. Aos vinte anos não escolhi ser mãe. Jovem e inexperiente constituí uma família muito cedo. E a vida, com suas muitas voltas, me ensinou que SER MÃE, a gente não aprende nunca, fica sempre aquela sensação de que se poderia fazer mais!
Mas escolhi ser catequista. Essa missão veio como complemento para minha maternidade. Ao chegar à adolescência, meus filhos não queriam nem saber da Igreja. Foi quando repensei meu papel de mãe. Em que ponto falhei? Quando minha conduta e meu exemplo de fé deixaram de ser considerados pelos meus filhos? Achei que as falhas não eram só minhas. A catequese de meus filhos também falhou. O sacramento da eucaristia simplesmente deixou de ter significado para eles. Que fato os levou para longe da fé? Ou, o que deixou de ser feito para que eles acharem que religião não é para eles?










