Solenidade de São José

“Em comunhão com  toda a Igreja, veneramos a sempre Virgem Maria, Mãe de nosso Deus e Senhor Jesus Cristo; e também São José, esposo de Maria” A missão de José foi doar, como descendente de Davi, arentela e paternidade ao menino, colocando-lhe o nome do qual ele e Maria conheciam bem a profundidade: “Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Je­sus [Deus salva], porque ele salvará o seu povo de seus pecados” (Mateus 1,21).

 

Participação de São José na economia da salvação. O Papa Pio IX sintetizou bem a participação de São José na economia da salvação: “de fato, ele teve como sua espo­sa a Imaculada Virgem Maria, da qual nasceu pelo Espírito Santo, nosso Senhor Jesus Cristo, que pe­rante os homens dignou-se ter sido considerado filho de José, e lhe foi submisso. E aquele que tantos reis e profetas desejaram ver, José não só viu, mas com ele conviveu e, com paterno afeto, abraçou e beijou; e, além disso, nutriu cuidadosamente aquele que o povo fiel comeria como pão descido dos céus para conseguir a vida eterna. Por essa sublime dig­nidade que Deus conferiu ao seu fidelíssimo servo, a Igreja teve sem­pre em alta honra e glória o Beatís­simo José, depois da Virgem Mãe de Deus, sua esposa, implorando sua intercessão em momentos difíceis” (Quemadmodum Deus).

José coloca sua vida a serviço de Jesus e de Maria. Pela iniciativa de Deus, ele se encontra inserido de modo extremo e comprometido no mistério da Encarnação: como esposo de Maria e pai adotivo de Jesus (aque­le que, por reputação, é reconhecido como pai de Jesus), assumiu o nasci­mento do Filho de Deus como acon­tecimento histórico; testemunhou a virgindade de Maria e o nascimento de Jesus; foi chefe da família de Na­zaré, sustentou-a com seu trabalho, a defendeu e a protegeu.

São Bernardo de Claraval (1090-1153), em seus sermões Em louvor à Virgem Maria, se refere a São José da seguinte forma: “a fama da Virgem Maria não seria íntegra sem a presença de José. Nenhuma dúvida que tenha sido sempre um homem bom e fiel. A sua esposa era a Mãe do Salvador. Servo fiel e sábio, escolhido pelo Senhor para confortar sua Mãe e prover o sustento do seu Filho, o co­adjutor fidelíssimo, sobre a terra, do grande desígnio de Deus”.

São Tomás de Aquino (1225-1274) considera que a presença de José era necessária no plano da En­carnação porque sem ele se poderia dizer que Jesus era um filho ilegí­timo, fruto de uma relação ilícita. Cristo tinha necessidade do nome, do cuidado e da proteçáo de um pai humano. Se Maria não fosse casada, teria sido lapidada pêlos judeus. José e Maria eram unidos um ao outro pelo amor recíproco, um amor es­piritual. Eles tinham os direitos conjugais que são inerentes ao ma­trimónio, ainda que, pêlos votos da virgindade, não fizeram uso.

São Bernardino de Sena (1380-1444), no Sermão sobre São José o considera um “homem especialmen­te escolhido, por quem e sob cuja proteção se realizou a entrada de Cristo no mundo de modo digno e honesto. Ele encerra o Antigo Tes­tamento: nele a dignidade dos pa­triarcas e dos profetas obtém o fruto prometido. Mas ele foi o único que realmente possuiu aquilo que a bon­dade divina lhes tinha prometido”.

Peregrinação na fé. A carac­terística principal de uma espiritu­alidade ligada a São José é a “pere­grinação na fé fundamentada na escuta e na obediência à Palavra de Deus” (Redemptoris custos). São José se aproximou humildemente dos in­sondáveis mistérios de Deus. Na sua vida, não havia separação entre fé e ação.

São José, além de ser o Patro­no da Igreja Católica, é considera­do o guardião das famílias, patro­no dos trabalhadores e patrono da “boa morte”.

Que ele interceda por nós, para que tenhamos a mesma confiança e possamos fazer experiência do imen­surável amor de Deus.

Devoção a São José

A Igreja Católica venera São José com gran­de afeto. Para estimular cada vez mais nos cora­ções dos fiéis a devoção a São José, exortando-os a implorar com confiança a sua intercessão junto a Deus, muitos Papas dirigiram-lhe sempre novas e maiores expressões de culto público. Sisto IV, em 1479, inseriu no Missal Romano a festa de São José. Clemente X, em 1714, adornou a referida festa com missa e ofício inteiramente próprios. Em 1726, Bento XIII inseriu seu nome na Ladai­nha dos Santos. Em 1870, Pio IX nomeou São José Patrono da Igreja Católica. Em 1919, Bento XV introduziu no Missal um prefácio especial em honra a São José, esposo da Virgem Imaculada. Pio XII, em 1955, instituiu a memória litúrgica no contexto da festa dos trabalhadores, univer­salmente celebrada no dia l2 de maio. Em 1962, João XXIII inseriu seu nome no Cânon romano. Em 1989, o Papa João Paulo II escreveu a Exorta­ção apostólica Redemptoris custos, sobre a figura e a missão de São José na vida de Cristo e da Igreja.

Matéria retirada da Revista Ave-Maria, Ano 113, Março 2012, pág. 20,21 e 22.

 

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