Impedimento

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Soa o apito abrupto! E mais abrupta ainda é a minha parada. Estou impedido! Tanto treino, tantas horas vividas em busca do melhor condicionamento para bem jogar o que precisa ser jogado e, por conta de um pequeno deslize… Impedimento! Avancei na hora errada. E não foi por agora. O meu avanço aconteceu antes deste momento. Avancei as linhas delimitadoras do pecado, e pequei!

Agora, de cara para a meta, pertinho, não posso concluí-la. O apito ressoa nos meus ouvidos. Ressoa também na minha boca. Sim, na minha boca, pois o sopro que faz o apito gritar parte dos meus pulmões! Sou árbitro das minhas próprias ações! E mais ainda ressoa a tristeza no meu coração, por não poder fazer parte da lista de artilheiros da Salvação. Meu Técnico deve estar desapontado. Meus santos companheiros de time também.

Nesta partida, partido está o meu coração, pois o zero a zero é o final esperado. Mas não desanimo! Engulo este placar sentindo o gosto do arrependimento. Arrependimento que me levará ao desimpedimento. Quando o centro do campo for apontado pela última vez, sinalizando o fim, correrei ao vestiário para tomar o banho da Reconciliação. E reconciliado, confessado, perdoado, ah, não existirão empecilhos nas próximas partidas! Poderei alcançar a intermediária num segundo, recebendo o primoroso lançamento da Graça, ouvindo o agradável som da torcida pronunciando: “O Corpo de Cristo!” – Responderei com um sereno e vitorioso “Amém!”.

Por Alexandre Sousa
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