Evangelho do Dia 5 de Dezembro

Tempo de leitura: 6 minutos

Mateus 15,29-37

29. Jesus saiu daquela região e voltou para perto do mar da Galiléia. Subiu a uma colina e sentou-se ali.
30. Então numerosa multidão aproximou-se dele, trazendo consigo mudos, cegos, coxos, aleijados e muitos outros enfermos. Puseram-nos aos seus pés e ele os curou,
31. de sorte que o povo estava admirado ante o espetáculo dos mudos que falavam, daqueles aleijados curados, de coxos que andavam, dos cegos que viam; e glorificavam ao Deus de Israel.
32. Jesus, porém, reuniu os seus discípulos e disse-lhes: Tenho piedade esta multidão: eis que há três dias está perto de mim e não tem nada para comer. Não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça no caminho.
33. Disseram-lhe os discípulos: De que maneira procuraremos neste lugar deserto pão bastante para saciar tal multidão?
34. Pergunta-lhes Jesus: Quantos

pães tendes? Sete, e alguns peixinhos, responderam eles.
35. Mandou, então, a multidão assentar-se no chão,
36. tomou os sete pães e os peixes e abençoou-os. Depois os partiu e os deu aos discípulos, que os distribuíram à multidão.
37. Todos comeram e ficaram saciados, e, dos pedaços que restaram, encheram sete cestos.

Comentário

“Tenho piedade desta multidão: eis que há três dias está perto de mim e não tem nada para comer.”

Essa é a segunda multiplicação dos pães realizada por Jesus. Este relato está praticamente calcado sobre o primeiro. Ainda continuam presentes as alusões ao Antigo Testamento (Eliseu, Moisés), a referência à eucaristia e o papel mediador dos discípulos. No entanto, algumas pequenas variantes revelam que o primeiro relato da multiplicação dos pães se refere ao repartir o pão entre os judeus, enquanto que este trata de repartir o pão aos pagãos.

A ordem de Jesus de recolher os fragmentos lembra-nos o dever de cuidarmos das minúcias, dos pormenores, com atenção às pequenas coisas, as únicas coisas, afinal que podemos oferecer. O milagre não está na multiplicação dos pães, como muitas vezes costumamos observar, mas na distribuição, na partilha entre todos daquilo que cada um de nós possui. O que está sobrando para alguns, falta para outros.

 

  • Comentário retirado do Diário Bíblico 2012 da Editora Ave Maria.

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