Cruz: senda da vitória

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Ano que vem teremos a JMJ, Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, um dos simbolos do evento, a cruz,  percorrerá todas as Dioceses do país como uma preparação para o evento, atualmente ela se encontra na Diocese de Caxias – MA, mas afinal porque a cruz significa tanto para nós?

Por Erinaldo César Silva

A cruz na nossa vida é olhada como pacto de sofrimento, dor e angustia. Tais sentimentos são evocados porque nela foi pregado o Salvador. Porém, após a cruz, é preciso traçar outro caminho, um caminho de vitória e de luz.

Costumamos festejar com apoteose ou glamour nosso labor diário. Todavia, não há gloria sem dor. Isso é intrínseco à natureza humana.

Devemos ver a Santa Cruz como passo do júbilo. É caminho da exaltação, no qual celebramos a vida e o maior acontecimento do cristianismo: a Ressurreição de Jesus, a Páscoa. As fraquezas humanas estão configuradas neste madeiro com as dores de Jesus. Ele foi humano, se encarnou, sofreu e morreu, fazendo cumprir-se tudo o que estava determinado pelo Pai. Diante de todas as intempéries da vida, nada melhor do que enxergar a cruz como glória. Nela, nossos pecados foram sanados e, desse modo, sobressai a vida, a alegria, a justiça, o amor e a paz.

Vencer o triunfo da cruz subtende-se que o amor ganhou a batalha. Ele é construído por cada um de nos. A densidade da cruz se dá na dor de um homem que se entrega totalmente para nos salvar. Os pecados humanos foram lavados para que os homens estabeleçam um novo acordo e prefigurem-se na Boa Nova da Vida, o reino de Deus. Outra marca vinda dela é a contemplação. Para muitos irmãos parece um simples homem que se doa num madeiro. Porém, os cristãos a observam uma ótica singela: o humano, Jesus, se interliga por amor nos braços do Celeste Pai, e nesta via, o nosso encontro com Ele é permeado de glória.

Com a cruz se encontram as duas naturezas: humana e divina. E o inverso se faz – o divino é maior e mostra salvação para todos. Que a cruz de Cristo seja ecoada em nossos lares, nas nossas vidas e sirva, fundamentalmente, para entendermos que ela é maior que todas as outras dores: as incertezas, as injúrias e os tormentos. A vida extraída do crucifixo sagrado une filhos e filhas de Deus, que, juntos buscam alicerçar-se na unidade.

A cruz não é algo esporádico a nós, e sim, um laço de amor de alguém que constantemente se dá a conhecer. Adoremos, amemos, exaltemos à Santa Cruz, porque é o ápice da vida. Que ela se dissemine em todos os humanos, a quem a Ressurreição de Nosso Senhor tornou completos.

Matéria retirada da Revista Ave-Maria, Ano 113, Abril 2012, pág. 40 e 41.

 

 

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