A alegria do Cristo presente na vida de seus primeiros discípulos.

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Texto escrito por Paulo Samuel Viana Castro

Todo o Novo Testamento é marcado pela permanência e consolidação das primeiras comunidades cristãs, frutos do anúncio da mensagem do Cristo ressuscitado por parte de seus primeiros discípulos que, de fato, testemunharam suas obras. Após a dispersão da mensagem cristã por um vasto território, muitos foram aqueles que após a pregação de seus apóstolos, acreditaram no senhorio do Mestre de Nazaré e acolheram com amor e fidelidade a realidade cristã.

Nesse contexto de expansão evangélica, a figura de Paulo é preponderante nesse importante processo. Resultado de uma magnífica conversão, ele desempenha com desdém esse anúncio, exemplo disso são suas cartas, que revelam a realidade e o cotidiano dessas respectivas comunidades.

Em uma dessas cartas, é célebre a frase que o apóstolo Paulo dirige à comunidade de Filipos, comunidade essa em que, por suas afáveis expressões, o mesmo possuía afetuosa relação. Nos primeiros versículos do capítulo 4 da referida carta, Paulo reforça com veemência a exortação “alegrai-vos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos”. Tal expressão carrega pesados significados, sobretudo se for encaminhado para os dias atuais.

Tal trecho nos evoca muitos ensinamentos. Somos convidados a, de fato, sempre nos alegrar, pois a alegria, fruto do Espírito Santo, deve fazer parte do acolhimento da mensagem de salvação e de amor. Por outro lado, Paulo nos recorda que nossa vida, marcada por realidades injustas e de sofrimentos, sempre deve conter a certeza de que é Deus que guarda os nossos corações e nos fortifica diante das adversidades. Nesse sentido, o próprio apóstolo Paulo é um indiscutível exemplo, pois, sendo prisioneiro, lança um convite para sempre apresentar a Deus não somente pedidos acompanhados de oração e prece, mas também de ação de graças.

A fuga dos sofrimentos é inevitável, os diversos infortúnios que estão presentes em nossa trajetória de vida muito podem nos abalar, mas, por mais difícil que seja compreender, esses fatos nunca devem nos fazer desistir, muito pelo contrário, servem para nos tornar mais fortes e dignos da herança eterna, pois é o próprio Cristo que nos convida a padecer com ele, assim como, repousar em seus braços a fim de descansar dos nossos pesados fardos.

Com isso, Deus dirige a nós, miseráveis e pecadores, seu olhar de misericórdia e sua doce voz que nos diz que nunca estamos sozinhos, mesmo nos piores momentos de padecimento, quando chegamos ao ponto de não mais perceber a presença do Cristo ressuscitado. A alegria, presente vivamente no cotidiano dos discípulos de Jesus é fruto dessa certeza.

A marca de quem conhece a Cristo e com ele possui uma intima experiência de conversão, deve ser a Alegria. Essa marca, além de indicar esse despojamento das alegrias humanas, nos recorda também que a alegria que vem de Deus é uma alegria que não passa. É uma alegria que nenhuma realidade terrena pode suprimir e que sempre deve ser referencial para os outros irmãos, sobretudo para aqueles que mais necessitam.

Que essa Alegria, expressa em nossas orações e manifestada em nossas ações, seja sempre presente em nós. Alegria essa que, deve ser levada aos que mais precisam e que deve fluir naturalmente como um fruto de quem a Cristo conhece. Deus caminha sempre conosco e nos entende profundamente, por isso, elevemos a Ele nossos pedidos sempre acompanhados de ação de graças com a mais suprema Alegria, que vem do céu.

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